Intimidade

Quando você se aproxima de alguém e se sente convidado a ficar,
não por medo, nem por necessidade —
mas por querência.

Quando não se apressa a partir,
não porque precisa,
mas porque ficar é suficiente.

Quando você cuida para manter,
não por insegurança,
mas por escolha.

Quando se desnuda,
Sem precisar de tanta coragem,
não por urgência,
mas por confiança.

Quando se aconchega,
se acalma, se amorna, se contorna —
não para adaptar-se,
mas por vontade.

Quando você se vulnerabiliza,
deixa o pior emergir,
não para ser salvo,
mas para ser visto.

Quando perder apavora…
sim, por medo, por necessidade.
Não por querência.


Publicado em 10 de Junho de 2025